Pode até parecer um "chavão" clássico, mas cada vez mais se afirma como uma verdade: "A crise de hoje é, acima de tudo, uma crise de valores". É da deteoração dos valores morais que nasce a deteoração da sociedade visível em quebras de ordem económica. A competição selvagem, onde apenas interessa o triunfo egocêntrico, leva o indivíduo a colocar a sua fasquia pessoal nesses objectivos materiais e faz gravitar o seu comportamento em torno desse propósito sem se importar pelos efeitos secundários que ele possa gerar. Assim esquece o outro, o outro que é cada vez mais distante, sem importância! Não faz mal que seja espezinhado se disso prouver satisfação e proveito pessoal, desde que as regras humanas o permitam. Se estas regras estão mal feitas não é problema, o que importa é respeitá-las cruamente ou aparentemente, e, se possível fôr, contorná-las ou descobrir-lhe os furos. A moral e o bom senso não interessam para aqui. O problema é que esquecer o outro é esquecer que também nós somos o outro para os outros.
Cais de Abrigo
Quando as palavras são refúgio.
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
A vida num sopro
Meia década! Quase cinco anos depois, a mesma inquietação, as mesmas dúvidas, as mesmas preocupações. Agora mais experiência de vida, e menos ousadia, talvez! Fica para trás um pedaço de mim, naquilo que dei. Às vezes corre um flash na minha memória e vejo momentos, dúvidas, hesitações, desafios, sucessos, pessoas, alguns fracassos também. Lembro o medo de começar, parto para o auge, para a alegria do trabalho, para a freima do dia-a-dia que me levou a ver o tempo passar sem eu dar conta. E esta etapa já chegou ao fim. Resta enfrentar o próximo desafio com a mesma determinação. Venha ele.
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